Saturday, January 19, 2008

POETA INVISÍVEL...


POETA INVISÍVEL

Poeta invisível
Te sentes moribundo
Corres pelas linhas rectas
Te sentes vagabundo.

Gritas ao mundo tudo que te vai na alma
Te sentes encurralado
Entre as letras e a tua sanidade.

No deliríro da tua façanha
Vais aos poucos te expondo
Nas ruas desertas da solidão.

Não te sintas vencido na batalha
Nunca nada está perdido
Só a morte te vencerá.

Ama a folha diante a ti
Dá-lhe todo teu amor
Estampa nela a tua marca
Com a tua caneta de prata.

As ruas da solidão desaparecerão
Para dar lugar as jardins com flores em botão.
Tua alma se verá estampada em cada folha que se desfolha.
Não seijas poeta invisível... dá todo o teu alimento
Para as folhas voarem alto
Dar vida ás ruas desertas da solidão.

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