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Monday, August 3, 2009

PECADOS

Inocência perdida,
Pecado mortal
Virgindade corrompida num estado comercial

Gula cometida
Pelos encantos d’ árvore do prazer,
Fruto proibido, comido com lazer.

Vaidade entranhada no ser
Cintilando os relâmpagos em todos os cantos
O alheio, são simplesmente vultos sem focos.

Ira violenta
Não pões traves à fúria existente,
Ferve em ti o desejo mesquinho de estar sempre na certa.

Avareza egoísta
Escondes a realidade já contada,
Cada grão de milho à muito que foi cifrada.

Luxúria obra material
Estátua carnal, ornamental,
Explorada libido num campo virginal.

Preguiça em corpo pesado
Arranca todo alvorece
Mirando o trabalho inacabado

Inveja tremenda cegueira
Inseguridade penetrada na algibeira
Só vê nos outros o que não tem

Uns Com Tanto... Outros Nada...

...Um menino, com os seus oito a doze anos de idade, se encontra no solo árido, assentado na sua mais valiosa cadeira, as pedras e sua solidão. Se encontra em êxtase neste momento. Entre sonhos e fantasias tenta acalmar sua barriguinha barulhenta. Ela ruge de tanto ar e dor. Com duas pedrinhas na mão, ele consegue entrar no outro mundo. O mundo onde existe algo para comer...

Ah! Canalhada desfreada!!!
Comes tudo e não dás nada!
Como podes lambuzar-te com mel?
Quando nós nem o miolo do pão temos para o farnel.
Esta noite, que vais presentear á tua gulaima?
-Oh, quadril de vitela assada com cebolinhas, e batatas acompanhar.
Adoçarei a garganta com vinho moscatel.
-Que vais fazer aos restos?
-Oh, se sobrar, irá se juntar aos subejos do alguidar.
-Não tens dó, pá! Eu nem farinha ou água tenho para fazer papas ou bolinhos, só.
-Lá por isso, não chores, passa lá por casa te darei o que o alguidar contém.
-De verdade!? Vais dar-me os restos de comer?
-Se chamas a isso de comer... sim, dou... eram para o cão...
-Obrigado, muito obrigado. Não sabes a alegria que me deste neste momento, simplesmente pelo facto de quereres repartir teus alimentos comigo, já o meu estômago parou de suplicar.
-Esta noite cometerei Gula!